15 outubro 2008

André da Silva

Este é o nome que procuras...
A ironia do heterónimo que não sou eu...
Sim, ele existe... escondido!
Algures dentro de mim...
Meio livre...
Para sempre dominado por mim!
Sim, ele existe dentro de mim...
Sim, ironia algures nas palavras do desconhecido...
Sorriu a pensar se tu alguma vez o conhecerás?
Sorriu a pensar se tu alguma vez saberás o que lhe aconteceu?
O meu rosto endurece ao relembrar...
Na vitória foi a suprema derrota...

12 outubro 2008

Fechadura

Foi a primeira vez que sofri o que nunca tinha sofrido,
Se não fosse algo tão incompreensível eu teria fugido.
Agora já sei, agora já conheço e não caio nesse erro!
Estou fechado com a fechadura de ferro.
Tenho tantos segredos para revelar,
Mas não mostro o meu ser a se rebelar!
Vejo os outros a sofrer o que eu sofri...
Oiço o que os outros gritam e fico mudo...
Embora preferisse ficar surdo!
Já passei pelo mesmo e não foi bonito.
Podia facilitar-lhes a vida, mas não o faço.
Não quero quebrar tão frágil laço
Que me prende a esta vida,
Para sempre perdida.

25 setembro 2008

La vai tempo... ca ficam maguas

Já nem me lembro como fazia,
ainda não era de noite, era de dia!
Ainda me interrogo como aconteceu
e como pagaras pela minha queda do céu.
Desculpa mas, quando o tempo chegar,
quando já não for nem bem de noite nem de dia,
quando o tempo império mendigar,
então o tomarei a derradeira medida conhecida!
Oh! Já consigo cheirar o acontecimento a aproximar!
Ah! A mais bela da visões a iluminar!
Sim, eu esqueço... mas não perdoo!

21 agosto 2008

Demasiado tempo livre!

Quando o carnal desejo se desvanece-se,
O mais impuro dos pensamentos retorna.
Esta poesia maligna,
que não destrói,
mas mostra a destruição.
Não é raiva nem ódio,
mas angústia e tristeza.
Escondo-me por entre palavras
moldadas de tão promiscua maneira.

03 agosto 2008

Parabens a mim!

Sim, fiz anos hoje e tive um dia bastante parecido aos demais, isto é, se não tivesse um lanche cá em casa para o resto da familia.
22 anos feitos... Queria tanto... ser... mais novo...

31 julho 2008

hmm... diferente.

Já usei a escrita para me rir do sistema, agora nestas parcas e fracas palavras limito-me a transmitir o carnal desejo de deixar de ser carne. A beleza que me cega na vontade imensa de devorar os seus corpos semi-vestidos. Sim, sou Homem!Sim, eu sinto um intrínseco desejo de te penetrar! Mas continuo a combate-lo, a esconde-lo, a reter-lo. Sim, quero penetra-te, acariciar-te os seios, beijar-te o pescoço para no fim dizer "bela foda" e ir-me embora, mas não o faço. Já não sei o que me corrompe, se o que me dá vontade de o fazer, ou o que não me deixa fazer-lo. É de Noite. Sim, já foi de dia e agora é de Noite. Não sou Deus, já tentei mas não consegui. Voei mais e mais alto e as minhas asas partiram-se e cai e continuei a cair e quando bati no chão fragmentei-me em mil pedaços e tentei reunificar-me e falhei e lutei contra mim e continuei a lutar. Sim, sou agua e fogo e ar e terra e nada. Na fofa pele do carneiro escondo o lobo enraivecido. Sim, sou um predador que procura a sua presa. Sim, sou o lobo solitário que procura a sua presa e encontrou-a e tentou apanha-la e falhou e voltou a tentar e voltou a falhar e voltou a tentar e o sangue escorre-lhe da língua. Sim, mordi a língua em ofegantes respirações! A água que corre vai vermelha.

19 julho 2008

Com

Sonho de dia acordado,
fecho os olhos e vejo-te.
Sinto a necessidade de abraçar-te,
quero repousar a cabeça no teu colo
e adormecer enquanto me fazes festas
no meu rosto cansado e amargurado.
Quero que o sonho não acabe
mas estou acordado...