17 maio 2005

Há sempre algo

Esta é a maneira de te dizer o que há muito quero,
Mas nunca consigo…
Porque é que eu escrevo como escrevo,
E não falo contigo?
Por que é que não consigo?
Por que me desfaço no nervosismo?
Amo-te e não o consigo expressar…
Não por agora, mas há sempre um amanhã…
Há sempre uma segunda oportunidade,
O dia de hoje ainda não acabou, sim é hoje…

16 maio 2005

Sentir o Frio...

Quero sair a rua e sentir o frio,
Quero ir a rua e sentir a chuva,
Quero sentir-me molhado até aos ossos,
Quero sentir o frio a trespassar-me o corpo,
Quero ter dores de tanto frio…
Quero sentir-me tão mal,
Que acabe por esquecer a dor da tua ausência…

Hoje estou sem imaginação...

Meu coração roubou-me seus olhos,
em qualidade a melhor daqueles molhos.
Quem em quantidade quer ver
quando aquela qualidade pode ter.

Cara linda, boca doce,
lábios rosa, olhos profundos,
como se melhor alguma fouce
em qualquer um destes mundos.

15 maio 2005

O Caminho

“Quem quer passar alem do Bojador
tem que passar alem da dor”
mas para mim isso não é nada!
Eu alem das tormentas passei,
e pelo oceano Indico naveguei,
mas minha aventura não esta acabada!
O que eu fiz só eu realmente sei,
e a Índia eu quis, eu cheguei.

Mas este é o fácil caminho
para o que é passageiro,
onde se chega com velas de linho
e com espírito aventureiro.
Mas o futuro é diferente
do passado e do pressente.
Muito mais gratificante
que a grande era decadente.

Eu fui com a ajuda de Neptuno,
mas para onde vocês vão,
não precisaram de um cristão,
será como um ser puro e uno.

in "Saudades do Futuro" (há um link que dá para ver a obra completa)

Rosas III

Eram sete, sete que apanhei para ti,
Que apanhei a pensar em ti.
Eram sete, como as maravilhas do mundo,
Todas viçosas e cheirosas lá no fundo.
Eram sete, como as cores do arco-íris,
Que queriam observar a cor do mar da tua íris.
Eram sete como os dias da semana,
E também sete como os pecados mortais…
As sete que acabaram por murchar…
Agora não colho mais rosas,
Agora planto roseiras, em numero de três,
Pois essa é a conta que Deus fez…

13 maio 2005

Brisa

Uma brisa verde alface,
Verde cor da esperança,
Passa sem me tocar na face…
Passa com a cor do sol nos seus cabelos,
Passa com a cor do mar no seu olhar,
Passa com a cor das rosas nos seus lábios,
Passa num verde alface… sem me amar…

Sem Saber agora tambem no Sapo

É verdade agora tambem estou no sapo, em http://semsabernosapo.blogs.sapo.pt/...
Não sei se vou lá por alguma coisa ou não... crie-o mais por brincadeira...